A Pedra Grande

Publicado em 10/10/2016

Você conhece a Pedra Grande?

Onde está localizada, qual sua função principal na biodiversidade e a importância que ela tem para a nossa região?

Quando se fala em Atibaia, a primeira imagem que vem a mente é a fabulosa Pedra Grande e depois é claro as flores e morangos.

Porém, o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande, não é só de Atibaia e sim, parte de um parque Estadual de preservação e seu tombamento foi através de muita discussão e manifestações, sempre com o objetivo de garantir sua preservação, portanto seu papel vai muito além de trazer beleza e altivez para a cidade.

Conheça um pouco mais desse fantástico mundo da área de preservação ambiental e seus detalhes. E saiba porque tantos turistas dos mais diversos setores vem pra cá e se encantam.

Sobre o Parque

O Parque Estadual do Itapetinga possui uma área associada a Serra do Itapetinga, consolidando um grande corredor ecológico e de biodiversidade que estabelece conexão ao Parque Estadual da Cantareira. Tal extensão atribui à região um formato de mosaico de Unidades de Conservação, cujo principal objetivo é a conservação e preservação dos recursos e serviços ambientais diretamente prestados pelo Bioma Mata Atlântica a sociedade.

O Parque Estadual do Itapetinga, juntamente com o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande e os Parques Estaduais da Cantareira e do Itaberaba fazem parte do Contínuo Cantareira, essas Unidades de Conservação de proteção integral abrigam alta diversidade de espécies da fauna e flora silvestres além de resguardarem as principais áreas de produção hídrica do setor norte e nordeste da região metropolitana de São Paulo.


Histórico

O tombamento da Pedra Grande foi realizado devido ao movimento popular que persistia que a área fosse protegida. O tombamento aconteceu pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) no dia 6 de julho de 1983, e marcou não só a história de Atibaia como foi um marco no processo de preservação ambiental do país. Foi o primeiro tombamento específico de área natural realizado no Brasil. Até então, as lutas haviam sido em prol da preservação histórica, arqueológica ou arquitetônica do nosso patrimônio.

O movimento em defesa da Serra do Itapetinga começou com o grito de guerra de um grupo de jovens, em julho de 81, através, principalmente, de publicações na imprensa local e panfletagem nas ruas. A revolta começou em outubro de 1980, quando foi emitido pela Prefeitura de Atibaia o alvará de licença para a implantação do loteamento “Atibaia Vista da Montanha S/C Ltda”. Além de alguns artigos em jornais que falavam de loteamentos e extrações de granito na serra.

Em julho do próximo do mesmo ano, acontece a primeira reunião para a organização do Movimento em Defesa da Serra da Pedra Grande. Nela são espalhados à população e à imprensa os primeiros alertas sobre a ameaça, já com respaldos dos primeiros contatos com entidades afins, como o Departamento de Biologia da USP e a Associação de Proteção à Natureza – cujos representantes participaram da primeira palestra de conscientização popular, em agosto de 1981.

Em Fevereiro de 1983, uma sessão pública na Câmara Municipal para um diálogo entre o presidente do Condephaat, Aziz Ab’Saber, proprietários da serra e sociedade civil sobre o tombamento da Serra da Pedra Grande. O prefeito Gilberto Sant’Anna anuncia a anulação do loteamento “Atibaia Vista da Montanha”. Num primeiro parecer, o conselho do Condephaat manifesta-se favorável ao tombamento. Em 06 de julho de 1983 a Serra do Itapetinga é tombada pelo CONDEPHAAT.

Em 2009, o governador José Serra assina decreto que congela áreas potenciais para criação das Unidades de Conservação. Iniciam-se os estudos para posterior definição dos limites e das Unidades de Conservação.

E no dia 30 de março de 2010. O mesmo governador decreta a criação do Parque Estadual de Itaberaba, Parque Estadual de Itapetinga, a Floresta Estadual de Guarulhos e o Monumento Natural Estadual da Pedra Grande.

Sobre a Região

A diversidade dos atrativos naturais na região é abundante tanto pela presença de serras quanto pela presença de água, proporcionando aos visitantes e turistas uma experiência inquietante na contemplação de suas paisagens, cachoeiras, represas além da grande possibilidade de avistamento da fauna e flora. Os esportes como mountain bike, caminhadas, trekking de aventura, escalada, rapel, caiaques, stand up entre outros são beneficiados pela composição da paisagem. Os atrativos culturais vão desde tradições religiosas, artesanais, rurais com manifestações centenárias dos povos da região.

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